Páginas

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O segredo da caixa colorida.


                                                                  
                                                                  
    Dentro de uma  caixa havia segredos que ninguém nem sequer imaginava. Era colorida, grande e enfeitada com  desenhos de bichos e de laços de fita.  Cada laço era um segredo pensava Clara, na sua imaginação aguçada. A menina a olhava  curiosamente, sabia que não podia abri-la.  A caixa ficava no alto, lá  dentro do armário embutido. Sua mãe a guardava  a sete chaves!
    Um dia, a família foi fazer uma  excursão, mas  Clara estava resfriada e não pode acompanhá-los. Uma ideia  iluminou sua mente: Vou pedir a Lucia para pegar a caixa...
    - Lucia, pegue, por favor,  a caixa colorida que está dentro do armário, na última porta.
    A empregada, sem saber que era proibido ver a caixa, prontamente atendeu à menina. Pegou uma escada e abriu o armário: a caixa era realmente linda!
   - Estou trazendo-a com cuidado, ela pesa! – disse Lucia.
    A menina sorria e pulava ao mesmo tempo: o segredo estava por ser desvendado!
    De repente, barulhos de pessoas chegando. Clara correu para a janela  e suas suspeitas estavam certas: sua família estava voltando. A excursão havia sido adiada porque chovia muito.
    A menina voltou ao quarto e pediu  para Lucia  guardar a caixa . Lucia não entendeu  nada...
  - Não vai querer ver mais o que tem dentro? – perguntou Lucia, surpresa.
  - Não, fica pra próxima vez- balbuciou Clara, apontando para a sala- Eles voltaram!
  - Entendi: fica para a próxima excursão!- completou Lucia, apressando-se e subindo a escada em direção a última porta do armário.
   Os meses se passaram e um belo dia quando Clara acordou  a caixa estava em cima de sua cama.
   Tinha chances de abri-la, mas teve medo. Olhava para a caixa e a caixa parecia encará-la. Passou suas mãozinhas delicadas em toda a sua volta e pode perceber que não era lisa, tinha uns encrespadinhos de relevo. Levantou a tampa levemente, mas antes que a tirasse a voltou ao lugar. Suava frio, será que  a esqueceram aqui?
   De repente, passos largos  se aproximando do quarto e Clara fingiu dormir. Alguém pegou a caixa, subiu na escada e a deixou em seu lugarzinho de sempre. Clara não se perdoava, queria gritar de tanta raiva, a caixa esteve em suas mãos e ela a deixou escapar. Como poderia ser tão boba assim. Nem sequer viu quem fez isso, estava de olhos fechados.
   Clara foi para a escola e lá o pensamento na caixa aturdia a sua mente . Havia de arranjar uma maneira de desvendar o mistério da caixa. Pensa dali, pensa daqui... Eureka eis que surge uma magnífica solução: ela convidaria o seu amigo Paulão, um menino muito alto.
   - Paulão, venha aqui- pediu a menina
   - Sim, o que foi Clara- respondeu Paulão.
   - Preciso de sua ajuda, meu amigo- disse Clara.
   - Desde quando eu sou seu amigo? –perguntou Paulão  estupefato.
   - Desde sempre - respondeu Clara, rindo...
   E assim lá pelas 16 horas, Paulão chegou. Clara foi logo levando o amigo para seu quarto onde estava a caixa. Clara certificou-se que ninguém os seguia e contou o que pretendia a Paulão. O rapaz não pensou duas vezes, subiu na escada, pegou a caixa e abriu-a sem dar tempo a Clara de o fazê-lo. A menina ficou impressionada com tamanha agilidade. Como ele ousara fazer isso?! A caixa era dela e só ela poderia abrí-la. Fechou a caixa, sem ao menos dar uma olhadela dentro dela. Pediu que ele a retorna-se ao seu lugar.
  Clara  tinha vontade de gritar, mas não podia, então limitou-se a dizer baixinho: dirija-se pra fora daqui. Paulão, realmente não entendeu nada, aliás quem entenderia? Clara passara dos limites!
 Alguns minutos depois...
 Clara subiu a escada, pegou a caixa e a abriu. Que lindo, disse ela ao ver o que tinha na caixa. Então, fechou a linda caixa e dormiu feliz.
 O que será que tinha naquela caixa? Deixo em sua imaginação o conteúdo da mesma.
 Bem, coloque lá o que você gostaria de encontrar, algo que sonha há muito tempo e não consegue alcançar. Vamos, tente, experimente.

Jurema Nascimento da Silveira.


 






















Nenhum comentário: